Seguidores

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Vida de cão


Que vida boa tem seu cachorro
lambe suas pernas, toma banho e pra você vale ouro.
Você gasta todo seu salário neste bicho
compra do bom e do melhor, quanto capricho
ele tem pedigree e eu aqui, chupando osso
você trata mau que não é seu animal
quanta disposição e alegria tem seu cão
recebe todo carinho e mora no seu coração
vive entre seus peitos não tem jeito ele é o cão!
Queria ao menos um dia que você me notasse
responderia de língua de fora se você me chamasse
deixaria de virar latas atras de um grande amor

Então você ainda quer ser ( uma estrela do rock'n'roll)




fodido e mal pago, vive agora de objetos doados
era o tal cheio de moral nos palcos coroados
rei do rock as meninas deliravam com seu rebolado
mil toalhas no camarim, sapatos mocassins
frutas vermelhas e a melhor marca de gim...
agora meu filho as coisas não são mais assim
tenha paciencia com esta decadência

mas você ainda quer fazer seu show
ainda quer ser uma estrela de rock'n'roll

de guitarras e turnes, sobraram aspenas os carnes
do cadillac que você comprou financiado
de tão usado estourou o motor, que pavor, que desgraça
você sujo de graxa, perdeu toda a graça
seu disco não mais vendeu
seu cabelo não mais cresceu
a tatuagem desbotou, seu sorisso amarelou
o funk e o sertanejo decolou
e você na velhacaria socorro pedia
pra últimos cabeludos e jaquetudos
que fumavam, bebiam e escarravam
e o dedo do meio lhe mostravam

mas você ainda quer fazer seu show
ainda quer ser uma estrela de rock'n'roll


Crápula Blasfêmo


Crápula Blasfêmo


É mais um condenado da terra
Se escondendo como um rato embaixo da vassoura
Depois de chutar uma garrafa pet
Na cabeça do Deus da vida.
Como pode uma vida tão desregrada e desgovernada
Para um único homem viver.
Cospe e blastema e cada manhã
E depois rói as unhas implorando pra esquecer.
E não quer olhar pra trás
Ele não quer ser a mulher de Lot.
Ogivas e revoluções
Todos os malditos dentro de sua cabeça.
A mesma guerra surda
Fazendo ruínas de seus miseráveis dias
O mesmo frontmam,
Fazendo misérias de seu corpo,
O mesmo andejo,
Usurpando sua alma e varrendo seu espírito
Ele busca uma retaliação.
Espera que os pecados
Sejam perdoados
Espera que os que sofrem
Sejam coroados
Espera que exista o Deus da vida
Espera no fim descansar em paz.

Cabeça de cavalo


Cabeça de cavalo


Cabeça de cavalo em corpo de homem.
Anomalia urbana, aberração rural
Procura chifres em sua própria cabeça
Mas encontra apenas duas orelhas de burro.
Com algumas moedas no bolso
Almeja comprar tesouros no céu
E como um ágil macaco
Dependura-se onde pode
Com aspectos de um persuasivo papagaio,
Possui a arte da imitação.
Vive de sobras e restos
Migalhas, retalhos do que sobrou
E já ninguém quer mais.
Tem fome de terra
E de lixo molhado.
Vive na urina, na podridão
Na podridão do osso podre.
Os pássaros lhe zombam
Os pombos são os mais atrozes
Jogam a chacota em cima de sua cabeça.
Os vermes o ironizam
E cobram-lhe impostos.
Os macacos lhe jogam suas fezes
E riem-se fartos de sarcasmo e bazófia
Cães desdentados e derformados
Lhe mordem com meias dentadas
De fiapos de dentes precários
E lhe urinam um mijo emfebrado e amarelo.
A noite quando dorme
Baratas entram em suas largas narinas
E levam o alimento para sua prole.
Os ratos contentam-se
Em roer-lhe as unhas encavaladas.
Pela manhã calorosa
Moscas varejeiras, pulgas gordas de sangue alheio
E insetos pestilentos lhe humilham
Um banquete de misérias no café da manhã.
Cabeça de cavalo acorda com frio
Em suas orelhas de burro.
Não adiante tentar espantar
A malevolência dos bichos está nele mesmo.
Ao pensar a animalia
Come a ração diária do erro e renega o basto.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Pano de prato encardido

Você é a mulher que encheu meu peito de sal
Fez retalhos com faca cega e lançou sal
A seu bel prazer.
Já não me espanto
Se você me faquear durante a vigilia
E me enterrar no fundo do quintal
Junto com seus panos de pratos encardidos.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Noite a dentro

Era madrugada
Vento cortando a estrada
Cortando sonhos e corações.
Cidades estranhas que nada diziam
Pessoas sem rostos, vidas comum.
Eu só queria que minha motocicleta virasse um cometa
e Cruzasse logo o ermo escuro e desolado de dez mil mortes.
A face do filho amado, o rosto do anjo
Iluminando a noite escuro de meu pensamento.
Meu piazinho, meu neném, meu Malco.
É loucura não estar perto de você meu pequeno
E os vermes atacam meu coração
Quando estou longe de você.
Lembro que não estou fodido.
Que tenho um lar, uma família, uma casa
Construida com materiais nobres e forjados
Assim como minha Harley Davidson.
Logo chego meu piazinho, me espere
Papai esta levando um pacote
Cheio de dinheiro para você.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Amor maior do mundo!

Meu amado filho Malcon, você é a minha sombra projetada, o anjo que Deus enviou para iluminar meus dias para todo sempre! É através de SEUS OLHOS QUE QUERO VER O MUNDO!

DEADS COWBOYS MCC




Cowboys Never Die! Uma honra presidir o chapter Irati desde moto clube que preserva os valores tradicionais do motociclismo e da cultura harley davidson. Somos uma família que vem crescendo cada dia mais dentro dos principios do respeito, lealdade, irmandade e sobretudo solidariedade. Não basta assistir seriados americanos sobre motoclubes made in hollywood, vestir um colete de couro, fazer tatuagens e adquirir uma harley davidson sair por ai fazendo cara de mau. Não é isso que o mundo precisa, precisamos ter um por que de existir, fazer a diferença na sociedade de opulências e aparências, ter os princípios dos velhos cowboys que cruzavam o oeste e sempre que alguém precisava desciam de seus cavalos e ajudavam aqueles que precisavam, assim como faziam a justiça funcionar mesmo onde não houvesse lei nenhuma. Longa vida aos Deads Cowboys MCC, é na estrada que a gente se encontra!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Tocaia

 Tocaia

MInha minha mente esta sempre me desafiando
Ela quer me foder.
Quer que eu sempre desça mais um pouco
Nos subterrâneos do homem.
Essa escada sinuoso e escorregadia que muitos caem
Com o fio do machado virado pra cima
.POderia sussegar e ver as coisas como um expectador
Comendo pipoca e dando milho aos pardais
Mas não, tem que iunventar modas e mecher na grande onça.
O homem só sussega quando morto
Até lá a mesma ladainha para os que como eu
Do nascer ao por do sol estão sempre maquinando uo jeito
De ter mais por menos ou quase nada
de liquidar alguns vicios e iniciar outros
Por que só se existe quando se está em ação, seja ela qual for.
Acho que minha herança européia, de sangue azul
Cria toda essa inssurreição.
Meu lado nórido quer sempre mais
Como nos velhos tempos eles faziam
Pilhar, saquear, passar por cima, abrir caminho, desbravar
Pedindo sempre mais força a Deus para assim continuar
Angariando conquistas e fundos
Para se gastar com farras regadas a uisque e carnes nobres.
Liquidar o que resta da consciẽncia agora!
No more tears!
E necessário para o bem da civilização um mínimo de barbárie
E aqueles que meio que fora da lei façam as coisas seu modo
Sem intervenção da lei, dos bons costumes e de um suposta fraternidade.
A tocaia da consciência sempre preparada
Pronta para abocanhar os mais fracos...
Agora não, agora não é hora de fraquejar!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Tinha um anjo ao nosso lado

Para Diego, primo amado...

Sem saber tinha um anjo ao nosso lado
Sem saber esse anjo era você.
É difícil entender
Porque os bons morrem jovens
É difícil entender
Porque foi com você.
Deus deve ter suas razões para assim fazer
Mas eu gostaria que Ele tivesse se equivocado.
Você nada devia
Você bom garoto que sonhava
Vocẽ que não merecia
Ser colhido em tenra idade.
Meu bom menino
De olhos claros
Ilumina o céu agora
E nos mostra se possivel um sinal
Que tudo está bem
Para alegrar um pouco nosso coração
Que desolado e quieto ficou
Desde que você saiu
E não disse mais
A que horas voltava...

HC
13/07/16